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Médica da Unimed Franca fala sobre dependência em álcool e drogas

Doença crônica pode ser evitada

24/02/2021 17:55 | Última Atualização 24/02/2021 17:55

​Dizem que, na época das grandes navegações, por volta do século XVI, as principais riquezas que se buscavam no Oriente e na América eram drogas. No livro Álcool e Drogas na História do Brasil, um dos únicos sobre o tema, Renato Pinto Venâncio e Henrique Carneiro contam que, a princípio, as drogas eram substâncias naturais utilizadas, principalmente, na alimentação e na medicina. Já o álcool, além de ser usado para causar alegria e combater a dor, servia também para aquecer os corpos nos dias frios. 

Passados os séculos, o tema álcool e drogas continua fazendo parte da vida da população de todo o mundo. Porém, agora, ele é observado como um problema de saúde pública, já que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de, 250 milhões de pessoas consomem drogas anualmente e o álcool é a substância mais associada a danos à saúde que levam à morte. 
 
Para se ter uma ideia, o Brasil é um dos países que mais consome bebidas alcoólicas e, no caso da cerveja, a preferida dos brasileiros, a quantidade chega a quase 15 bilhões de litros por ano, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Cerveja. A bebida acumulou um aumento de 800% na produção dos últimos 20 anos, sendo que a população cresceu apenas 25% no mesmo período. 
 
Para a médica psiquiatra e emergencialista da Unimed Franca, Dra. Talita F. Soares Freitas Andrade, o Brasil de forma cultural, incentiva o uso de álcool permitindo propagandas. “Nossa maior festa local é o Carnaval, que é amplamente patrocinado por cervejarias. E há uma mudança crescente e preocupante no perfil de usuários de álcool, já que a experimentação vem ocorrendo cada vez mais cedo”, comenta. 
 
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), aproximadamente 75% dos adolescentes entre 13 e 15 anos já tiveram acesso à bebida alcoólica e 25% deles a consomem regularmente. “É comum, na adolescência, ter curiosidade por novas sensações e partir em busca de novas experiências. É nesse contexto que se inserem 
preocupações associadas a essa fase da vida, que incluem os riscos relacionados ao consumo de álcool e outras drogas”, diz. 
 
A dependência em drogas lícitas e ilícitas é considerada uma doença. O uso indevido de substâncias como álcool, cigarro, crack, maconha, cocaína e anfetaminas é um problema de saúde pública de ordem internacional. “E é importante deixar claro que mesmo o álcool, que é entendido como uma droga socialmente aceita, causa tantos malefícios quanto outras drogas e ainda provoca muito mais efeitos físicos, como desnutrição, cânceres e quadros demenciais”, explica a Dra. Talita. Mas, ainda de acordo com a médica, quando falamos em consequências, temos que abordar os aspectos biopsicossociais. “Existe também a perda de capacidade física e intelectual, desencadeamento de doenças psiquiátricas e perda de vínculos sociais”. 
 
A falta de atividades e a aceitação social do consumo de bebidas alcoólicas podem ser fatores que favorecem a situação de dependência nas cidades distantes dos grandes centros urbanos, como é o caso da região de Franca. “A falta de acesso a boas fontes de lazer e cultura e o hábito de sentar à mesa para comer e beber nas reuniões de pequenos grupos fazem com que o jovem se sinta aceitos ou repitam padrões de comportamento, inclusive de pessoas mais velhas”, explica a médica. 
 
Apesar de a ingestão de bebidas alcoólicas se mostrar como um problema de saúde pública mais comum no interior, o consumo de drogas ilícitas também surpreende e, normalmente, está relacionado ao potencial econômico da região. 
 
A prevenção ao uso de álcool e drogas é um desafio mundial, mas é unânime a posição de que o consumo e a dependência só podem ser combatidos quando há diálogo e reforço do vínculo afetivo e familiar. “A melhor prevenção é o diálogo e o modelo parental, quando as famílias são responsáveis pelo direcionamento, o estabelecimento de limites e a continência dos nossos jovens. A sociedade contribui nesse contexto de forma complementar”, destaca Dra. Talita. 
 
Claro que existem situações que fogem do controle pessoal ou da família e, por isso, é importante saber observar alguns detalhes. “O diagnóstico de dependência deve ser feito se três ou mais critérios são experienciados ou manifestados durante o ano anterior. Entre esses critérios, destacamos o desejo forte ou senso de compulsão para consumir a substância; dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância; estado de abstinência fisiológica; evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas; abandono progressivo de prazeres alternativos em favor do uso da substância; e persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo”, explica a médica. 
 
E é neste momento de descoberta dos “sintomas” que a família ou a própria pessoa precisa procurar ajuda por abordagem multiprofissional, incluindo grupos de apoio. “Essa busca deve ocorrer ao primeiro sinal de incapacidade”, diz. 
 
Porém, é importante ressaltar que a dependência em álcool e drogas é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. “A dependência pode ter controle, abstinência prolongada, mas é bom deixar claro que o risco de recaída é sempre iminente”, conclui a Dra. Talita. ​
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