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Médico cooperado da Unimed Santos faz análise sobre telemedicina

Telemedicina, efeito colateral da pandemia?

24/07/2020 12:08 | Última Atualização 24/07/2020 12:08

​​A recomendação para que haja distanciamento social trouxe e acelerou as discussões sobre a telemedicina. O ortopedista Maurício Zenaide, médico cooperado da Unimed Santos, analisou a prática de medicina a distância em um artigo, disponibilizado abaixo. 

“A pandemia veio de forma abrupta alterar diversos elementos do cotidiano. Da noite pro dia, tivemos que mudar hábitos, rotinas de vida pessoal e de trabalho. Nada de contato físico, apertos de mão, abraços. A recomendação passou a ser distanciamento social.  Quanto mais ficar em casa, melhor. O que for possível adiar, deixe pra depois.

No entanto, problemas médicos não se resumem ao vírus. Por mais que a maioria das doenças não seja urgência, não é possível adiar de forma indefinida todo atendimento médico. Diversas patologias dependem de diagnóstico precoce e acompanhamento estrito. Dessa forma, várias pessoas se viram num grande dilema: fico em casa ou vou ao médico?

O dilema motivou as sociedades médicas a rediscutirem modalidade pouco explorada em nosso país, a telemedicina. Mesmo não sendo recurso novo, sempre houve grande resistência de boa parcela dos médicos, e ausência de regulamentação.

Entra a Covid-19. A necessidade do atendimento a distância acelerou a discussão e, ainda que em caráter temporário, enquanto durar a pandemia, foi autorizada a prática da telemedicina, de forma mais abrangente.
 
Avanços
Mas afinal, o que é a telemedicina? Ao pé da letra, praticar a medicina a distância, utilizando meios eletrônicos. Envolve não somente a consulta médica, como também laudos de exames, monitorização de doenças e até a telecirurgia, com procedimentos cirúrgicos realizados por robôs e controlados por médicos, que podem estar do outro lado do planeta.

Sempre fui resistente a atender o paciente a distância, por duas razões principais: impossibilidade de realizar bom exame físico e falta de contato mais pessoal, pontos que sempre valorizei. Como fazer boa medicina sem examinar o paciente e sem boa conversa, olho no olho?

Por outro lado, são inegáveis as vantagens da telemedicina. Prover acesso médico rápido a pacientes que não possam se deslocar ao médico. Dar capacidade ao médico de acompanhar pacientes que morem em locais diferentes – sou médico de uma confederação esportiva nacional e a ferramenta tem me permitido seguir os atletas, em vários locais do Brasil e do mundo.  Garantir a opção ao paciente de buscar opinião de médicos a quilômetros de distância.
 
Outro fator que influencia a qualidade da telemedicina é o avanço tecnológico. A começar pela internet, que hoje permite conversa clara, imediata e consistente. Também podemos citar os gadgets relacionados à saúde, como aparelhos portáteis, que possibilitam aferir pressão arterial, oximetria, dados eletrocardiográficos, entre outros. Já há aparelhos que permitem auscultar coração e pulmão a distância. A cirurgia robótica também já é realidade, ainda que em áreas restritas da medicina.

Regramento
É importante ressaltar que praticar a telemedicina não é simplesmente atender o paciente por um aplicativo qualquer. O médico precisa seguir normas: utilizar meio eletrônico que mantenham confidencialidade e segurança dos dados, utilizando plataformas específicas para telemedicina, e não aplicativos populares; registrar o atendimento em prontuário médico; possuir certificado digital para assinar documentos, o que permite gerar receitas e relatórios a distância; e explicar ao paciente as limitações da prática, indicando o atendimento presencial, quando necessário.

Como toda situação adversa gera oportunidade de evolução, não tenho dúvida de que um dos legados da pandemia será a progressão da telemedicina. Na minha opinião, veio para ficar, não em substituição ao atendimento tradicional, mas como ferramenta para prover assistência cada vez melhor. Os avanços tecnológicos ajudarão o médico a tornar essa modalidade ainda mais completa”.

Maurício Zenaide é ortopedista e especialista em cirurgia de joelho, e médico da Confederação Brasileira de Skate.
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