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Unimed Lençóis Paulista entrevista psiquiatra sobre Setembro Amarelo

Pânico, ansiedade, depressão e outros temas foram abordados

24/09/2020 16:38 | Última Atualização 24/09/2020 16:39

​A fim de destacar e propor reflexão sobre saúde mental, principalmente por estamos no mês do movimento Setembro Amarelo, a Unimed Lençóis Paulista realizou uma entrevista com o médico psiquiatra cooperado, Dr. Luis Otávio Justo, especialista no assunto.

O movimento Setembro Amarelo desperta a atenção para os sinais da depressão, da ansiedade, da síndrome do pânico e outros transtornos mentais que podem acarretar em suicídio. Confira abaixo a entrevista:

Vamos falar do Setembro Amarelo, que é o mês dedicado à prevenção ao suicídio. Os índices de suicídio são preocupantes?
Dr. Luis Otávio Justo – O índice é muito grande e assustador. No Brasil, temos o registro de 60 mil assassinatos por ano. Para comparar, o índice de suicídios gira em torno de 15 mil pessoas. Para cada quatro assassinatos, temos um suicídio no Brasil. Isso nos preocupa porque, muitas vezes, as pessoas que se suicidam viram pessoas invisíveis. Isso porque os números não são divulgados ou conhecidos. A importância do Setembro Amarelo é justamente para lembrar que essas pessoas existem, essas situações acontecem e nós devemos cuidar para prevenir a ocorrência do suicídio.

Como é identificado o comportamento da pessoa prestes a cometer suicídio?
Dr. Luis Otávio Justo – A pessoa propensa ao suicídio dá alguns sinais identificáveis. Não é algo que acontece instantaneamente. Essa situação extrema é construída ao longo do tempo. Importante ter em mente que a pessoa que pensa em suicídio está doente, precisando de ajuda. Pode ser um quadro de depressão, um paciente esquizofrênico, ou alguém que teve uma desilusão amorosa muito grande, etc.

Essa pessoa demonstra sinais ao longo do tempo, como irritação, questionamentos aleatórios ou comentários como “eu não queria estar aqui”, “a vida é muito difícil”, “não sei o que será de mim no futuro”. São pequenos sinais ou falas que podem nos indicar que esta pessoa não está bem. E devemos nos questionar se não é caso de haver um problema maior.

Tendo observado esses comportamentos em um parente ou amigo, o importante é buscar ajuda de um médico psiquiatra. É a função do profissional identificar estas situações que podem acontecer.

Até certo tempo, muitos diziam que depressão era frescura. De um tempo para cá, a sociedade passou a entender que depressão é coisa muito séria.
Dr. Luis Otávio Justo – Antigamente as pessoas falavam mais isso. Mas, infelizmente, ainda hoje é comum algumas pessoas deixarem de dar importância para um quadro de depressão. No consultório, são comuns relatos de pacientes apontando situações em que as outras pessoas falam que é falta de trabalho, de Deus ou de qualquer coisa.

A pessoa que está doente fica chateada quando os familiares não entendem que ela está precisando ajuda. Não é falta de trabalho ou de Deus. Também não é frescura. Depressão é uma doença que precisa ser tratada, porque faz a pessoa sofrer muito. A depressão é uma doença que acontece como acontece o câncer, a gripe e as outras doenças. Todas elas nós temos que tratar com o profissional certo.

É possível apontar os sintomas da depressão?
Dr. Luis Otávio Justo – Depressão é a doença entre as mais prevalentes do mundo. Prevalente significa número de casos. Tem muitos – muitos mesmo! – casos de depressão neste momento. Está entre as doenças que mais afastam a pessoa do trabalho, que mais incapacita o paciente para a função. São dados da Organização Mundial do Trabalho. Sobre a depressão, a doença é classificada em estágios. De leves e moderados a estágios graves. Um quadro leve começa com certa tristeza ou indisposição para o dia a dia.

A pessoa tem a sensação de que não está bem para realizar as atividades que fazia antes. A pessoa que saía com amigos perde o interesse ou se sente muito cansada para fazer isso. A pessoa perde a paciência para conversar, para jogar futebol... Não é de um dia para o outro, isso se desenvolve em semanas e até meses.

Esse quadro pode evoluir até a incapacidade de acordar e se levantar. Vai de não querer ver os outros até não conseguir levantar da cama, tomar banho, comer ou fazer necessidades. A pessoa não quer sair da cama para nada. Um quadro de depressão grave pode levar a pessoa à morte por inanição (falta de alimentação). Este último é o quadro que, claramente, hospitalizamos a pessoa.

Sobre o suicídio, tem mais incidência sobre jovem ou adolescente?
Dr. Luis Otávio Justo – A maior incidência estatística para o suicídio são homens, no início da idade adulta, até os 30 anos, geralmente a pessoa que mora sozinha. A gente pode entender que o garoto é mais descabeçado, é mais impulsivo, abusa de substâncias como entorpecentes ou álcool, é imprudente. Para simplificar, a maior estatística aponta o perfil de homens jovens.
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